Assis Lima
Assis Lima

TENTATIVAS SEM SUCESSO PARA O TREM NO BRASIL

Regente Feijó

Inventada a locomotiva e com as construções de estradas de ferro pelo mundo,  não tardou muito para que, estas questões relacionadas chegassem ao Brasil. Pode-se dizer que as primeiras iniciativas nacionais relativas à construção de ferrovias, remontam ao ano de 1828 quando o Governo Imperial autorizou por Carta de Lei a construção e exploração de estradas em geral. O propósito era a interligação das diversas regiões do País.

Foi a ligação ferroviária entre Liverpool – Manchester (Inglaterra) que despertou interesse no Governo Imperial brasileiro. O Regente Antonio Diogo de Feijó sancionou a lei geral nº 101 de 13 de outubro de 1835, concedendo privilégio a uma ou mais Companhias para a construção de Estradas de Ferro, que ligasse o Rio de Janeiro às Províncias de Minas Gerais, Bahia e também Rio Grande do Sul, perfazendo uma extensão de 5.500 quilômetros.

O sentido dessa iniciativa era formar em Londres (Capital berço do trem), uma companhia que empreendesse a construção dessas estradas, porém, a missão brasileira verificou que as províncias não ofereciam naquele momento, atrativos para investimento nesse campo.

Por que formar uma Companhia em Londres? Porque o trabalho dos técnicos nacionais ficava limitado a medições topográficas, comando de pessoal, aplanar terrenos e emitir opiniões sobre trajetos, afinal, eram engenheiros militares. O projeto restante tal como as linhas, pontes, drenagens, cortes e arrimos, túneis e estações ficavam com os ingleses, americanos, franceses e alemães especialistas em engenharia ferroviária.

Como Segunda tentativa, o Governo da Província de São Paulo, autorizou um plano de viação aperfeiçoado com sistemas de via férreas e fluviais, concedendo à firma “Aguiar Viúva, Filhos & Cia, Platt e Reid”. O privilégio para execução dessa obra tinha como meta de ligação ferroviária “Vila de Mogi das Cruzes à Vila de Santos”, via São Paulo.

                              Firma “Aguiar Viúva, Filhos & Cia, Platt e Reid

A Assembleia Provincial de São Paulo, após a promulgação da Lei Feijó em 1836, votou esse projeto que visava à combinação de Estradas de ferro, canais e rodovias. Seria um protótipo do que hoje, se chama “Sistema de Transportes Integrado”.  O projeto também não saiu do papel.

Depois a firma “Thomaz Conchrane” no ano de 1840 foi privilegiada para fazer uma ferrovia entre São Paulo e o Rio de Janeiro, mas após três anos, vencendo o prazo de construção, não se viu trilhos.

Na época da Lei Feijó, o País passava por conflitos do Período Regencial. A Cabanagem no Pará, a Farroupilha no Rio Grande do Sul, a Sabinada na Bahia e a Balaiada no Maranhão. Esses movimentos trouxeram turbulência governamental atemorizando os Presidentes das Províncias; Ferrovia era algo novo e revolucionário para o momento.

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